A pesquisadora Bruna Trindade Gomes da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) conquistou o Prêmio Capes de Tese 2025 na área de Linguística. Seu trabalho revolucionário analisa um manuscrito do século XVIII escrito em língua geral amazônica. Esta língua era falada por indígenas e colonizadores na região amazônica durante o período colonial.
O que é a língua geral amazônica?
A língua geral amazônica era uma língua franca usada para comunicação entre diferentes grupos na Amazônia. Ela misturava elementos do tupi com o português e outras línguas indígenas. Este idioma foi fundamental para o comércio e a evangelização na região durante séculos.
Importância do manuscrito estudado
O códice analisado pela pesquisadora é um documento raro do século XVIII. Ele contém textos religiosos, vocabulários e instruções para missionários. Este material ajuda a entender como era a comunicação na Amazônia colonial. O estudo revela aspectos culturais e linguísticos até então desconhecidos.
A pesquisa de Bruna Trindade contribui para preservar a memória linguística da Amazônia. Seu trabalho mostra como as línguas indígenas influenciaram o português falado no Brasil hoje. Esta conquista coloca a UEFS no mapa das pesquisas linguísticas de excelência no país.
Reconhecimento acadêmico
O Prêmio Capes é um dos mais importantes reconhecimentos acadêmicos do Brasil. Ele valoriza pesquisas de alta qualidade realizadas em universidades brasileiras. A vitória de Bruna Trindade demonstra o potencial das universidades estaduais baianas na produção de conhecimento científico de ponta.
Esta conquista inspira outros pesquisadores a investirem em estudos sobre línguas indígenas brasileiras. Ela também fortalece a importância de preservar e estudar documentos históricos que contam a história do Brasil.
Fonte: Bahia Notícias